domingo, 6 de janeiro de 2019

João Carlos Resende, médico do Hospital do Câncer de Barretos, contou sobre uma consulta com Dona Socorro, uma paciente com câncer que esteve em retorno com ele...

Semana curta e cansativa, cor ouação agitado, mente num turbilhão.
 Deus hoje resolveu me visitar.
Ele tinha um corpo franzino, rosto marcado pelo sol, mãos com sutil aspereza de quem trabalhou pesado a vida toda e um cheiro de lavanda misturado com as cinzas de um fogão de lenha.
Ele falava de um jeito bonito e simples, arrastado e vindo lá do Goiás.
Vestia a melhor roupa que tinha, colorida, bem cuidada, mas respingada da sopa que serviram antes da consulta. O sapato de algodão listrado não combinava com a blusa florida… ah, mas Ele era Deus e podia tudo. Seus olhos fugiam dos meus. Como podia Deus se fazer pequeno assim?
Logo lembrei que Ele sabe muito bem fazer isso. Lembrei que Ele foi homem, é pão e será sempre grande, pequeno Deus.
Parecia envergonhado, ansioso pela notícia, infelizmente não tão boa. Estava cansado da viagem, da sala de espera lotada e de anos de luta contra o câncer.
Diante da grandeza à minha frente, aumentei minha pequenez para que pudesse caber na menor brecha que ousei adentrar naquela vida.
A doença mudou, progrediu e voltou a judiar. Aquele remédio que tanto cansava e nauseava aqueles poucos quilos tão frágeis se faria necessário mais uma vez.

“Mas, Dotô. Não diga isso.”

Seu rosto se entristeceu e quanto me doeu ver Deus sendo gente ali diante de mim.
“D. Socorro, não fica triste.
O doutor aqui tem coração mole e pode chorar.”
Olhou para mim e pude ver o brilho dos olhos sábios dizendo: “Vou chorar em casa, para o senhor não olhar.”
Como aquilo me engrandecia.
Como pode Deus me visitar assim?
Ali acabou meu cansaço.
Ali só coube emoção. Examinei aquele corpo pequeno. Coração forte e barulhento, pulmões que sopraram em mim o sopro da vida e contemplei o mais belo sorriso com as cócegas geradas ao palpar seu abdome. Pensava comigo o quanto eu queria, com minha mão, retirar cada um daqueles tumores e ao mesmo tempo me emocionava porque, com aquela visita, Deus retirava cada um dos meus, não físicos.
Minha prescrição seria o que menos importava ali, mas assim mesmo a fiz.
“D. Socorro, vou prescrever aquele remédio chatinho, mas para tentar controlar a doença da senhora.”

Humilde, respondeu: “É o jeito.”

No final de tudo, depois de eternos poucos minutos de graça, Deus olhou para mim e disse: “Dotô, o resto pode estar doente e não prestar, mas meu coração é grande e bom.” Ah, Deus! Que coração.

Já emocionado, apenas pedi um abraço e agradeci por tudo aquilo. Ganhei mais. Ganhei uma foto, um carinho no rosto e a certeza de que Deus sempre está comigo e sempre me visita de diversas formas. Hoje Ele me visitou, me curou e me deu força para continuar. Ironicamente, saiu daquela sala e falou:

Fica com Deus, Dotô.”
“Estive com Ele, D. Socorro.”

sábado, 22 de dezembro de 2018

Amor e sacrifício

“A foto que você vê, ganhou o prêmio de “Melhor Foto da Década” e levou o seu fotógrafo a uma grande depressão.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Tapetes

Tapetes de barbante cru...
Crochê file❤



Elegância...

ELEGÂNCIA...

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara : a elegância do comportamento.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Muitos querem um amor para chamar de “seu”, mas quantos se comprometem a não conjugar somente o “eu”?!?!

O mais difícil nem sempre é encontrar alguém que deseje viver ao seu lado. O mais difícil é encontrar alguém que não transforme a sua vida em um cardápio de pratos ruins: ciúmes, sabotagens, muitas reclamações e pouquíssimo reconhecimento, egoísmo, desleixo, cegueira e surdez emocional, brigas constantes ou indiferença.

Relacionamento é como “cozinhar”, todos conhecem os ingredientes: batata, cebola, carne, sal, tomate e por aí vai... mas nem todos se interessam em “incrementar o cardápio”. São poucos os que preparam “pratos” para agradar o parceiro(a) e são raros os que se disponibilizam a “lavar a louça” dos desencontros afetivos”.

Está na dúvida sobre a pessoa com a qual está se envolvendo? Não vá jantar fora, chame-a para cozinhar com você.

Não importa se você também não domina a arte da culinária. O que importa é a experiência, perceber a parceria ou o egoísmo que se evidenciam na ‘alquimia dos temperos comportamentais’.

Será que o parceiro vai se oferecer para cortar a cebola ou só ficará observando?

Ele se oferecerá para arrumar a mesa ou ficará prestando atenção no smartphone?

Você não imagina o que um momento de intimidade despretenciosa pode revelar.
Capriche na receita!

*Lígia Guerra* 🗝

👉🏻👉🏻 O valor da cumplicidade. Inspire-se!!!

📚 Livro: “Amor Sustentável” 💜❤️

sábado, 24 de novembro de 2018

Hoje meu dia começou com uma sorte gigante. Conheci Getulio, um senhor de 60 anos, aposentado, taxista há 7 anos e nas horas vagas, faz perfumes (tem um nome específico para essa profissão, mas não lembro).

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A GENTE MORRE e fica tudo aí,
os planos a longo prazo e as tarefas de casa,
as dívidas com o banco,
as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.